Teatro Takarazuka

É impossível falar na Rosa de Versalhes, ou mesmo de shoujo mangá, sem falar do Teatro Takarazuka. Fundado em 1913, como escola de música, na cidade de Takarazuka, a companhia foi o primeiro teatro de revista do Japão, e, mais importante do que isso, foi a primeira companhia de teatro formada somente por mulheres, assim como o tradicional Teatro Kabuki é formado unicamente por homens. As jovens candidatas passam por uma seleção muito rígida e disputada, anos de disciplina, treinamento e aperfeiçoamento, para representarem no palco com maestria os seus papéis, seja como homens, seja como mulheres. A retribuição? Fãs extremadas que acompanham avidamente as apresentações e são apaixonadas pelas atrizes. No Takarazuka as atrizes são encaminhadas, ainda durante o seu aprendizado, para assumirem papéis masculinos ou femininos. As atrizes que representam mulheres são as musumeyaku (musume quer dizer filha, yaku é sombra), as que representam homens são as otokoyaku(otoko é homem em japonês). Assim como no Kabuki os onagata (atores que representam os papéis femininos) devem viver 24 horas como mulheres, as otokoyaku, devem ser homens. Entende-se homem a representação de gênero – que alguns autores consideram andrógina – criada para o espetáculo. Tanto as musumeyaku quanto as otokoyaku são treinadas para representar a feminilidade ou a masculinidade de acordo com as exigências do Takarazuka. Normalmente, as otokoyaku, que são muito parecidas com alguns bishonens dos shoujo mangá (ou seriam os bishonens parecidos com elas? Exemplos: 123), têm muito mais fãs que as musumeyaku e recebem até propostas amorosas. A primeira apresentação do Takarazuka foi em 1914. Já em 1938, realizou seus primeiros espetáculos no exterior, mostrando ao público Europeu esta nova invenção japonesa. Em 1940, a trupe mudou seu nome para Companhia de Teatro Takarazuka e foi dividida em quatro trupes: Flor, Neve, Lua e Estrela, fora a trupe especial que se apresenta principalmente em Osaka, no Grande Teatro Takarazuka. Além desse teatro, a companhia também possui um outro em Tóquio. O Takarazuka apresenta toda a sorte de espetáculos, encenando desde musicais da Broadway como “West Side Story” (Amor, Sublime Amor), até versões musicais de “E o Vento levou”. Mas parte considerável da fama do Takarazuka vem da encenação de peças baseadas em animes. A Rosa de Versalhes, se tornou musical já em 1974, logo depois do término do mangá e bem antes do anime. A peça aliás, sofreu modificações mas nunca deixou de ser encenada nesses 30 anos. outros mangás também se tornaram peças do Takarazuka, como Black Jack, de Osamu Tezuka, e Asaki Yumemishi, a versão em quadrinhos da História de Genji feita por Waki Yamato. Em 1998, uma quinta trupe, a Cosmos, foi criada e em 2003 se comemorou o aniversário de 90 anos com muita festa. Quando se aposentam, algumas atrizes do Takarazuka formam outras trupes paralelas, ou seguem carreira como atrizes ou cantoras. Fora isso, existem hoje companhias que também apresentam espetáculos semelhantes, sem contudo conseguir o sucesso e o respeito que o Takarazuka inspira. Para maiores informações sugiro a página do Takarazuka e a Belladona que é cheia de imagens dos espetáculos e atrizes.

Por Webmistress: Valéria “Utena-sama” – 02/12/2004

Fonte: shoujohouse

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